O Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) encerrou o primeiro dia do julgamento do processo
aberto contra o ex-presidente Jair Bolsonaro após a reunião com embaixadores,
realizada em julho do ano passado, no Palácio da Alvorada, para atacar o
sistema eletrônico de votação
A análise do caso
começou de manhã, mas foi suspensa após as sustentações dos advogados do
PDT, partido autor da ação, da defesa de Bolsonaro e do Ministério Público
Eleitoral (MPE).
O julgamento será
retomado na terça-feira (27), quando o voto do relator, ministro Benedito
Gonçalves será proferido. Se for condenado, Bolsonaro ficará inelegível
por oito anos e não poderá disputar as próximas eleições.
SESSÃO
A maior parte da
sessão foi tomada pela leitura do relatório, documento que resume todas as
etapas percorridas pelo processo.
Durante duas
horas, Benedito Gonçalves lembrou o andamento da ação e disse que foram
analisados 682 documentos.
O ministro citou
as acusações sobre o suposto uso indevido da máquina pública por transmitir a
reunião pela TV Brasil,
emissora pública da Empresa Brasil
de Comunicação (EBC), e realizá-la no Palácio da Alvorada.
Gonçalves citou
outros indícios contra Bolsonaro, como a apreensão da “minuta do golpe” na casa
do ex-ministro da Justiça Anderson Torres. O rascunho previa decretação de
Estado de Defesa no TSE para contestar a vitória de Lula nas eleições de 2022.
Em seguida, o PDT
e o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediram a condenação de Bolsonaro e a
decretação da inelegibilidade
DEFESA
Durante a sessão,
a defesa de Bolsonaro defendeu a rejeição da ação contra o ex-presidente.
Durante
sustentação, o advogado Tarcísio Vieira de Carvalho disse que a reunião ocorreu
antes do período eleitoral, em 18 de julho, quando Bolsonaro não era candidato
oficial às eleições de 2022.
O defensor também
declarou que a reunião não teve viés eleitoral e foi feita como “contraponto
institucional”, além de rechaçar qualquer "tentativa de golpe" devido
à inclusão da "minuta do golpe" no processo.