segunda-feira, 4 de março de 2024
Publicado em 29/09/2021 às 12:00

Primavera

Nos confins sem fim, há alargados horizontes sem pestanas nem cílios desfiliados das hostes invernais, em verdes sustenidos de alegria, palpitando os corações das matas, soletrando sóis em folhas incipientes, revigorando a alegria da vida, pra vida viver em plena sinfonia com as batidas dos corações desejos de bulícios, pinçando auroras condecoradas com doutrinas d’alegria, enfeitando rostos antes sulcados de desilusão, restabelecendo-lhes esperanças nobres, sobre essas ímpias páginas, tão desbotadas, tão severas, tão inamistosas, agora, altaneiramente sorridentes, desmedidamente felizes!

Os sabiás, desibernados dos rigores impostos com as quedas das folhas outonais, retornam com seus cantos altivos e encantos namoradeiros, flertando regalos, sabiamente espraiados pelos rincões, ecoando distâncias, numa suavidade elegante, impregnados de paixão, incapazes de merecer menosprezo, mas certeza de amanhãs filiais, eternizando a espécie. Nesses redutos, também o João Barreiro eleva seu peito e de forma audaz, exalta a magnitude da vida revigorando sonhos, busca associar-se em matrimônio e logo o rancho está posto, nalguma Timbaúva, postes, nos palanques e moirões, com a entrada escondida do Sul.

Muito além dos sabiás e barreiros, vai tua leiva bendizente, porque energizas o mundo com teu vigor desvalidando a hibernia, giras girando o estacionário e com maestria, lanças magicamente um fulgor revigorante, como se tivesses o poder supremo de modificar todo o planeta e num miradouro, sentar trono, feito bombeiro, para assistir do alto, o mundo aos teus pés, se enfeitado de multicores, gracejando benfazejos etéreos, aos filhos do Grande Arquiteto, sempre bondoso com os seus bendizentes. Virtuosa, sempre bem-vinda e abençoada, sob o infinito em anil ou enfeitado de nuvens contagiantes, graceje, graceje sempre, cante pra nós sorrir com graça!

Com teus sentimentos vibrantes, enfeitas campos e matas, com flores e adocicam com aromas tão próprios, mas tão nossos, tão puros, em elevadas essências, primazia pra alma benevolar-se em carícias e quando espalhas essas brisas à roçar nossos sentimentos, transportamo-nos aos jardins das quimeras, eflúvios para os deuses inebriar-se, ainda, dragas de nós as mazelas repugnantes, desvirtuosas e indesejadas, facultando-nos, viver sob a égide das graças em ti contidas, uma vez inaladas, o bem se faça e destroçando o mal, contido nos viventes! Apraz-me, abraçar-te, minha linda!


Pra Saudar Teu Lindo Universo

Renatinho, 22 09 2021

Trazes os aromas da floresta,/ Exibes-te feito aquarela…/  Vais feliz e retornas em festa,/ Teus sorrisos fazem-te bela!

Foste batizada – primavera,/ Tens flores exalando 

perfumes, / Moça sempre jovial, quimera…/ 

Quais aos luzeiros dos vaga-lumes! 

Eternizados nesses setembros,/ Das Marias-moles, eu me lembro,/ Campos dançando amarelidos,

Trazendo vida, novos sentidos,/ Tranço em ti, 

meus singelos versos,/ Pra saudar teu lindo universo!



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